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Cachorro com gengiva amarela: 7 causas que merecem atenção

Cachorro mostrando gengiva

Perceber que a gengiva do cachorro está amarela pode causar preocupação, principalmente quando essa mudança surge de forma repentina ou acompanhada de outros sintomas. Em condições normais, a gengiva de um cão saudável costuma apresentar coloração rosada, embora existam variações naturais de acordo com a pigmentação do animal.

Quando a mucosa passa a apresentar um tom amarelado, porém, é importante investigar. Essa alteração pode estar associada ao aumento de bilirrubina no organismo, condição conhecida como icterícia. A coloração amarela também pode aparecer na parte branca dos olhos, na pele e em outras mucosas.

A seguir, conheça sete possíveis causas para a gengiva amarela em cachorro e entenda por que a avaliação veterinária é importante.

Alterações no fígado

Cachorro mostrando gengiva mordendo a mão

O fígado participa de diversas funções essenciais do organismo, incluindo o processamento da bilirrubina. Quando existe alguma alteração hepática, esse pigmento pode se acumular no sangue e provocar coloração amarelada nas mucosas.

Inflamações, infecções, alterações degenerativas e outras doenças hepáticas podem comprometer o funcionamento do órgão. Além da gengiva amarela, o cachorro pode apresentar perda de apetite, vômitos, fraqueza, alterações nas fezes e aumento da sede.

A presença desses sinais não permite identificar sozinha qual é a causa. Exames laboratoriais e de imagem podem ser necessários para avaliar o funcionamento do fígado e procurar alterações estruturais.

Destruição excessiva das células vermelhas do sangue

Outra possibilidade é a ocorrência de hemólise, processo no qual as hemácias são destruídas em quantidade maior do que o organismo consegue repor.

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As hemácias são responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo corpo. Quando ocorre uma destruição acentuada dessas células, pode haver aumento da produção de bilirrubina, favorecendo o aparecimento da icterícia.

Dependendo da intensidade do problema, também podem surgir fraqueza, cansaço, aumento da frequência respiratória, urina escura e redução da disposição.

Nessas situações, um hemograma realizado em laboratório veterinário, associado a outros exames, pode ajudar o médico-veterinário a avaliar alterações nas células sanguíneas.

Doenças transmitidas por parasitas

Algumas doenças transmitidas por carrapatos e outros vetores podem provocar alterações importantes nas células do sangue e nos órgãos internos.

Dependendo do agente envolvido e da resposta do organismo, o cachorro pode desenvolver anemia, redução das plaquetas, febre, apatia e alterações na coloração das mucosas.

A gengiva amarela, portanto, pode fazer parte de um quadro mais amplo e não deve ser analisada de maneira isolada.

O histórico do animal, a presença recente de carrapatos e os resultados dos exames ajudam a direcionar a investigação.

Problemas na vesícula biliar

A bile produzida pelo fígado participa do processo digestivo e percorre estruturas específicas antes de chegar ao intestino. Alterações na vesícula biliar ou nas vias responsáveis pelo transporte dessa bile podem dificultar sua eliminação.

Quando ocorre uma obstrução ou alteração significativa nesse sistema, a bilirrubina pode se acumular na circulação.

O cachorro pode apresentar gengiva amarela, desconforto abdominal, vômitos, falta de apetite e alterações digestivas.

A ultrassonografia abdominal é um dos exames que podem ser utilizados pelo veterinário para observar fígado, vesícula biliar e estruturas próximas.

Alterações no pâncreas

Algumas doenças pancreáticas também podem estar relacionadas ao desenvolvimento de icterícia.

A proximidade anatômica entre pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares faz com que processos inflamatórios intensos possam interferir no funcionamento dessas estruturas.

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Além da mudança na cor das mucosas, podem ocorrer vômitos, dor abdominal, prostração, perda de apetite e desidratação.

Como muitos desses sintomas aparecem em diferentes doenças, somente a avaliação clínica acompanhada dos exames adequados consegue estabelecer a origem do problema.

Intoxicações

A ingestão de determinadas substâncias tóxicas pode prejudicar o fígado ou provocar destruição das células sanguíneas.

Produtos de limpeza, medicamentos utilizados de maneira inadequada, plantas tóxicas e algumas substâncias presentes no ambiente doméstico podem representar riscos aos animais.

O tipo e a intensidade dos sintomas variam conforme a substância ingerida, a quantidade e o estado de saúde do cachorro.

Caso exista suspeita de intoxicação, não é indicado oferecer medicamentos ou tentar provocar vômito sem orientação profissional. Algumas medidas caseiras podem agravar o quadro.

Alterações na circulação da bile

Nem sempre a presença de bilirrubina elevada está relacionada diretamente à produção ou destruição de células sanguíneas. Em alguns casos, o problema pode ocorrer depois que a bile já foi produzida, quando existe dificuldade para que ela siga seu trajeto normal.

Inflamações, obstruções e outras alterações nas vias biliares podem provocar esse tipo de situação.

A investigação pode envolver exames de sangue realizados em laboratório veterinário e métodos de diagnóstico por imagem, permitindo avaliar diferentes possibilidades até chegar à causa da alteração.

Quais outros sinais devem ser observados?

Cachorro caramelo

Quando notar a gengiva amarelada, é importante observar se o cachorro apresenta outros sintomas, como:

  • falta de apetite;
  • vômitos;
  • fraqueza ou sonolência excessiva;
  • urina mais escura;
  • fezes muito claras ou com aspecto diferente;
  • aumento da sede;
  • perda de peso;
  • barriga dolorida ou aumentada;
  • olhos amarelados.

Essas informações podem ajudar durante a avaliação veterinária.

Cachorro com gengiva amarela precisa ir ao veterinário?

A mudança da gengiva para uma tonalidade amarela merece avaliação profissional, principalmente quando aparece de forma repentina ou acompanhada de outros sintomas.

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Diversas condições podem provocar icterícia, e muitas delas apresentam sinais semelhantes nas fases iniciais. Por isso, tentar identificar a causa apenas pela aparência da gengiva pode atrasar o diagnóstico.

O veterinário poderá avaliar o histórico do cachorro, realizar o exame físico e indicar exames de acordo com os sinais encontrados. Hemograma, análises bioquímicas, exames de urina e métodos de diagnóstico por imagem estão entre os recursos que podem fazer parte da investigação.

Quanto mais cedo a origem da alteração for identificada, mais rapidamente será possível definir a conduta adequada para cada situação.

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